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2016: um ano de realizações e desafios

Por Adriana Matos em 25/01/17 17:12 - Atualizada em 26/01/17 15:00
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Estamos há 15 dias sem post novo e confessamos que demos uma parada proposital. Filhas em férias e nós também buscamos estar mais próximas da garotada. Preferimos guardar, literalmente, nossos notebooks e curtirmos esses dias ao lado das nossas filhas. Nos últimos dias, eu e Cristiane, juntamente com nossas famílias, vivenciamos momentos muito legais com nossas Marias e percebemos como é importante nos desligarmos um pouco das tecnologias vez ou outra para que nosso tempo realmente ganhe um sentido novo.


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Em uma das conversas que tivemos nesses dias de descanso (se é que mãe descansa!), comentei com Cristiane sobre um texto que me fez refletir sobre o ano que passou. Trata-se de um post do blog Vida Organizada, da Thais Godinho, a quem acompanho já há alguns anos e que, sinceramente, muito inspira minha vida. O balanço que ela fez da vida me animou a fazer o mesmo e aqui vou compartilhar com vocês. Saibam que esse é um exercício que considerei difícil de fazer, rever erros e acertos, mas que acabei adorando realizar. Assim como o resumão da Thais Godinho, também optei por escrever em tópicos para facilitar a leitura. Acatando à sugestão de Maria Clara, minha filha, dividi esse post em duas partes. Segundo ela, “ninguém vai aguentar ler tudo isso de vez, né, minha mãe?!”. Então, segue aí o resumão, como diz a Thais, do meu 2016, parte 1!


* O ano de 2016 começou bem complicado para mim. Quem me conhece sabe que, nesse período, janeiro e fevereiro, eu estava contando semana a semana da minha gestação, rezando para que a minha terceira filha, Maria Alice, ficasse o máximo de tempo na minha barriga. É que tive uma gravidez complicada, com sangramentos vários e precisei ficar de repouso absoluto (nem tão absoluto assim, já que não consegui ficar o tempo inteiro deitada, pois, além de assistir a aulas do mestrado em outra cidade, ainda estava acompanhando a reforma de minha casa). Foi um período recheado de muito medo e ansiedade também. Período em que o número de mulheres grávidas infectadas pelo Zica Vírus era muito grande. Cada ultrassonagrafia era uma expectativa por conta dos casos de microcefalia. Graças a Deus e à Maria Santíssima, deu tudo certo! A foto de capa desse post, comigo, minhas Maria Clara e Maria Eduarda e o barrigão com o nome Maria Alice, representa bem essa felicidade. Foi feita já no final da gravidez pelo fotógrafo Francisco Carlos, a quem muito admiro pelo profissional e pessoa que é. Infelizmente, não consegui colocar a legenda na foto. Mas fica aqui meu registro e agradecimento pelo lindo trabalho na gravidez e nos primeiros dias de nascimento da Alice.


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* A reforma de minha casa foi realmente uma dor de cabeça para mim. Iniciada em dezembro, somente conseguimos dar um ponto final em fevereiro. Como toda reforma que se preze (parece que é senso comum isso), todo dia surgia algo novo a se fazer ou para comprar. E lá ia Adriana, de barrigão, “cansada de guerra”, fazer pesquisa de preço e correr atrás de material de construção. Sinceramente, fazer reforma requer mesmo um planejamento minucioso e uma grana extra para esses eventuais novos e não poucos probleminhas que vão surgindo no decorrer da obra. Mas precisava mesmo fazer esses ajustes na nossa casa que não é grande e, com a chegada de Maria Alice, acabou ganhando novo cômodo. Transformei uma sala onde ficavam estante de livros e mesa de computador em um quarto arejado e confortável para nossa bebê. Nossa varanda virou escritório e o quarto das Marias, para evitar ciumeira, também ganhou cara nova. No fim, deu tempo tudo, ou quase tudo, ser concluído para a chegada de Alice. Infelizmente, por não saber cobrar da forma que deveria, acabei cumprindo meu combinado antes de o pedreiro concluir o dele. Resultado: muita coisinha pequena ficou sem terminar. Preciso aprender a cobrar e não a pagar pelo que não foi feito ainda. Fica a dica. Mas, mesmo ainda não estando do jeito que pretendo deixá-la, nossa casa realmente ganhou nova cara e ficou bem mais aconchegante. Abaixo, foto do dia em que inventei de limpar a tinta do chão do quarto de Maria Alice. Quase não levando mais. À noite, fui parar no pronto socorro!!


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* Sem dúvida, o melhor e maior acontecimento da minha vida, em 2016, foi o nascimento de nossa filha Maria Alice!

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*A minha gravidez de Maria Alice, além de complicada, como já contei anteriormente, foi realmente inesperada. Um susto! O beta positivo representou para mim dúvidas, medos... Já estava com um mês e meio de gestação e, na época, havia iniciado um programa de atividades físicas com corrida e musculação; tomando chás vários para acelerar o metabolismo, ou seja, eu estava (ainda estou) bem acima do meu peso; com 40 anos; iniciando o mestrado em outra cidade e morando em uma casa muito pequena. Passado o susto, tomei coragem para contar ao marido, às filhas, à minha mãe, à minha orientadora e ao meu espelho. Confesso que conversei menos com Alice na barriga, se compararmos com a minha primeira gravidez; cantei menos também e as histórias ela somente começou a ouvir depois que saiu do meu ventre.


*A partir de seu nascimento, nossa, quanta mudança, quanto aprendizado, quanto carinho, quanto amor. Realmente, cada hora ao lado de Maria Alice é um momento que queremos eternizar. Sinto por tudo ser tão rápido. Ela só é uma bebê de colo durante um ano... e isso faz muita falta, apesar de cada fase ser única e nos fazer apegar com tanta fofurice. Agora mesmo, vivemos a fase em que o seu desenvolvimento é visto a olho nu. As aprendizagens acontecem de forma rápida demais. O que as irmãs ensinam, ela aprende. Sua memória é fantástica, assim como seu sorriso e companhia. 

 

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* Simplesmente, amamos. Melhor e maior acontecimento, com certeza.


* Ainda sobre aprendizado, após o nascimento de Maria Alice, ainda assisti a algumas aulas do mestrado com Alice. Íamos eu, Alice, minha mãe e meu pai para a UNEB de Santo Antonio de Jesus (distante de Feira de Santana quase 116 Km), para assistirmos às aulas que eram presenciais. Com o apoio da minha orientadora, tive acesso a um documento que me garantia ficar em casa não somente 40 dias fazendo as atividades, mas 90. Isso foi maravilhoso para mim e, melhor ainda, para Maria Alice e meus pais. Esse foi um período que valorizei ainda mais meu pai e minha mãe, tamanha disponibilidade deles para eu conseguir concluir o mestrado. Ademais, serei eternamente grata à professora doutora Valquíria Borba, minha orientadora, que confiou por demais no meu trabalho à distância, me deu autonomia para eu buscar as minhas referências teóricas e também colocar em prática meu projeto de intervenção pedagógica. Na foto abaixo, Valquíria Borba e Marcos Bispo, no dia da minha qualificação do mestrado. 


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* Além disso, foi um período em que eu pude perceber que, na academia, não é apenas o cérebro que fala alto. O coração também esteve presente. Agradeço à confiança e disponibilidade do professor Prof. Dr. João Evangelista do Nascimento Netocujas aulas cheguei a assistir algumas, mas a maior parte foi fazendo tarefas em casa. Meu obrigada também ao Prof. Dr. Marcos Bispo dos Santos. Suas aulas, pude assistir a todas, quase. Somente no final, e também já no finzinho da gestação, fui liberada por estar perdendo um pouco de líquido. Aos professores Paulo Guerreiro e Patrícia Andrade, gratidão sempre também. Alice chegou a assistir a aulas de Paulo também. Ainda recém nascida, prestava atenção à voz vibrante e forte de Paulo e seu entusiasmo com a poesia. Colegas também se fizeram presentes. Tati, com a sua disponibilidade, assim como Bety Gama foram ponte entre mim e a sala de aula. E, claro, muito obrigada aos professores Adelino Pereira dos Santos, que me apoiou com informações no final da minha gestação, na época, ainda coordenador do Profletras, e à atual coordenadora, Profa. Dra. Rosemere Ferreira da Silva, que, após meu parto e solicitação de afastamento, apoiou minha permanência em casa, ligou algumas vezes para saber como as atividades estavam sendo realizadas e me orientou muitas vezes sobre como proceder. Portanto, atenção você que está fazendo graduação ou alguma pós, você tem o direito de permanecer com seu filho ou filha por 90 dias e realizar as atividades em casa.


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Alice, em uma das aulas de Paulo Guerreiro

*Definitivamente, uma das coisas mais difíceis nesse período foi ter que dar conta de trabalhos (artigos e projetos) ao mesmo tempo em que eu estava (e estou ainda) SOMENTE amamentando. Minhas noites eram muito complicadas. Alice acordava muito para mamar e escrever paralelo a isso foi mesmo muuuuuuuito cansativo.

*Ainda no início do ano, fui agraciada com o convite feito pela minha amiga Cristiane Melo para criarmos o blog Portal Viver Mais. Foi uma decisão acertada e sei que, em 2017, nosso blog vai se desenvolver ainda mais com a sua participação, caro leitor e leitora.


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*Meu primeiro aniversário com o meu trio de Marias. Somente a gente, família. A idade avisando que eu preciso me cuidar, olhar mais para mim, me exercitar, melhorar minha alimentação se eu pretendo viver para ver Maria Alice com a idade em que estou hoje, e poder comemorar o meio século de vida de Maria Clara e Maria Eduarda. Nossa, muito difícil. Mas preciso me comprometer comigo mesma nesse sentido. Dois meses depois que pari, até voltei para a academia, mas acabei parando ao iniciar a escrita da minha dissertação e aplicação do meu projeto de pesquisa. Mas isso é assunto para o próximo post.

* Em maio, dia das mães também com responsabilidade e amor triplicados.


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*Maio foi um mês muito importante para a família do meu marido. Dona Luíza Mendes, a matriarca, completou 70 anos. Que possamos chegar a essa idade com todo vigor e sabedoria com que ela cuida dos filhos até hoje. Na foto abaixo, da esquerda para direita, Dona Luiza, Vó Bileo e minha mãe, dona Guiomar, as três avós das Marias. ; )


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* Esse foi um ano muuuito difícil para nós da turma do Profletras da UNEB, campus V (Santo Antonio de Jesus). Uma colega, Adriana Melo, faleceu. Apesar de eu não ter sido uma colega próxima como outros amigos eram, a morte de Adriana mexeu muito comigo. No primeiro momento, o susto. O não querer acreditar no que ela tinha feito. Depois, tantos pensamentos vieram à tona, lembranças de situações que talvez pudessem ser sinais que não conseguimos enxergar. Adriana era uma jovem muito disponível, sempre estava disposta a nos ensinar quando necessário, quando solicitada. Precisamos, aprendi, a escutar os silêncios das pessoas, seus distanciamentos, seus pedidos de socorro que muitas vezes vêm em forma da ações que acabamos recheando de julgamentos. Muita luz para essa menina. Muita luz para muitos de nós educadores, professores que vivemos momentos difíceis também. Que nos abracemos mais, nos escutemos com o coração também e façamos da necessidade do outro nossa oportunidade de nos elevarmos enquanto seres espirituais que somos.


 Na foto abaixo, da esquerda para direita, Elvira Rios, Adriana Melo e eu na biblioteca da Uneb, Santo Antonio de Jesus.


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Bem, o resumão do meu 2016, parte 1, foi mais ou menos isso. E você, qual aprendizado traz de 2016 para sua vida em 2017?

Até a próxima!

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Adriana Matos e Cristiane Melo


Somos Adriana Matos e Cristiane Melo. Mulheres apaixonadas pela vida, pela profissão que escolhemos, pela família e pelas filhas. Criamos o blog para inspirar as pessoas a viverem mais e melhor, de forma que tenham qualidade de vida e (re) aprendam a viver diariamente de maneira plena e saudável, cuidando de si e do outro, superando obstáculos, alimentando projetos, estabelecendo metas e realizando sonhos. saiba mais

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