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A internet e as nossas crianças.

Por Adriana Matos em 04/10/16 10:23 - Atualizada em 24/10/16 10:26
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Esse é um assunto que vem martelando na minha cabeça – e acho que na vida de várias mães também - já há algum tempo e, confesso, tenho me perguntado como não errar na dose. Refiro-me à relação estabelecida por minhas filhas de 9 anos de idade junto à internet, seja em relação ao tempo ou mesmo conteúdo. O grande X da questão é justamente perceber quando essa rica ferramenta de informações e entretenimento deixa de ser uma aliada e passa a ser uma concorrente de uma série de coisas legais que nossas crianças podem deixar de viver ou viver menos, como a leitura impressa, o diário que anda meio esquecido, as brincadeiras, a roda de conversa comigo ou com o pai e a irmã, enfim, todas aquelas atividades que nos deixam sempre mais próximas umas das outras.

Quando me refiro ao “errar na dose”, não estou exagerando. Aqui em casa, somente eu e o pai das Marias tem celular. Na casa da Cris, a mesma coisa. Além do celular, conto com um notebook.  Procuramos sempre monitorar o tempo que as Marias passam em frente a um jogo ou a um vídeo. Sinceramente, mesmo às vezes me achando uma chata, procuro não me importar com o título e seguir com a busca do equilíbrio. 
Até semana passada, em todo o tempo livre que elas tinham, eu permitia que dividissem o uso do celular. Porém, contabilizando tempo na internet x tempo dedicado a outras atividades, percebi que livros, estudos, bonecas, poneys, jogos tradicionais como o quebra-cabeça, perdiam feio para os canais do youtube. Escutei a voz de minha irmã e resolvi fechar um pouco mais o cerco: durante a semana, cada uma tem direito a uma hora cada no celular. 
Com essa decisão, além de reduzir o tempo das meninas no celular, acabamos por trabalhar duas coisas: a primeira delas é a confiança que tenho nelas, ou seja, elas precisam usar de honestidade para comigo e com a irmã, pois são elas que gerenciam esse tempo (dez minutos após almoço, ou 30 minutos à tarde e restante à noite, enfim). Outra coisa é o fato de exercitarem a negociação entre elas. Minhas filhas, quando querem ficar um tempo maior que o combinado assistindo algo, precisam negociar algo em comum, que agrade às duas. Assim, somam minutos.
Enfim, tenho procurado ler sobre o assunto, ouvir outras mães, ouvir as próprias interessadas que são as Marias, mas não é fácil. No próximo post, contaremos a experiência de nossa companheira do Portal Viver Mais, Cristiane Melo. Como mãe de duas crianças menores, uma de 5 anos e outra de quase 2 aninhos, seu comportamento frente ao tema muda um pouquinho. Vamos dividir com você.
 Mas e você, como tem lidado com essa questão? Conta pra gente a sua experiência e nos ajude a ajudar outras mães. Deixe também aqui as suas dúvidas sobre esse assunto, pois estamos preparando uma entrevista com uma psicólogo infantil para responder as suas perguntas no nosso canal no youtube Portal Viver Mais.
 Até a próxima!

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Adriana Matos e Cristiane Melo


Somos Adriana Matos e Cristiane Melo. Mulheres apaixonadas pela vida, pela profissão que escolhemos, pela família e pelas filhas. Criamos o blog para inspirar as pessoas a viverem mais e melhor, de forma que tenham qualidade de vida e (re) aprendam a viver diariamente de maneira plena e saudável, cuidando de si e do outro, superando obstáculos, alimentando projetos, estabelecendo metas e realizando sonhos. saiba mais

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Oi gente, estamos no Setembro Verde, mês de incentivo a doação de órgãos  e tecidos. Já presenciei alguns  momentos de desespero e de dor no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) onde trabalho como assessora de comunicação. Sem dúvida perder um ente querido, um parente ou familiar e ter consciência de que os órgãos dessa pessoa podem salvar outras vidas, com toda certeza não é uma decisão fácil de ser tomada. Imagine você ver um familiar com batimentos cardíacos, o corpo ainda quente, tudo aparentemente bem, porém com diagnóstico de morte encefálica ou seja, morte cerebral. É nesse exato momento que a família faz valer a vontade do paciente que em vida declarou o desejo de ser um doador de órgãos.

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