Feira contabiliza quase 800 casos de diarreia em 30 dias
O mês de janeiro acendeu um sinal de alerta para a saúde pública no município de Feira de Santana. Dados da Vigilância Epidemiológica municipal apontam 769 casos de diarreia registrados apenas nas primeiras semanas deste ano.
De acordo com o médico gastroenterologista Luiz Almeida, coordenador do serviço de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Mater Dei Emec (HMDE), o índice de ocorrências chama atenção e reforça um cenário típico do verão: aumento de doenças gastrointestinais associado ao calor, à alimentação fora de casa e ao maior risco de contaminação por água e alimentos.
“Existe uma sazonalidade. No verão e no começo do ano, a diarreia costuma aumentar porque o calor facilita que os alimentos estraguem mais rápido. Além disso, as pessoas viajam mais, comem mais fora de casa e ficam mais expostas a água e gelo de procedência duvidosa”, explica.
Formas de contaminação
Segundo o médico, a transmissão acontece principalmente pela chamada via “boca-intestino”, por meio de água, mãos e alimentos contaminados. Almeida afirma que beber água sem tratamento adequado, consumir comida mal conservada, saladas e frutas mal higienizadas ou até levar a mão suja à boca após tocar superfícies contaminadas estão entre as situações mais comuns de contágio.