Quanto de exercício físico é realmente necessário para manter a saúde em dia?
Durante muito tempo, a ideia de praticar exercícios esteve ligada a rotinas intensas, longas e difíceis de manter. Mas estudos mais recentes vêm mostrando algo animador: é possível cuidar da saúde com muito menos exercício do que se imaginava desde que exista constância.
Para quem tem uma rotina corrida, se sente sedentário ou acha difícil encaixar treinos longos no dia a dia, essa informação pode ser libertadora.
O corpo responde ao movimento, mesmo em pequenas doses
As recomendações mais conhecidas apontam para cerca de 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhar em ritmo acelerado, ou 75 minutos de exercícios mais intensos, que aumentam bastante a respiração e os batimentos do coração.
Mas o que muitas pessoas não sabem é que não é preciso cumprir tudo à risca para obter benefícios reais. Pesquisas indicam que sair do sedentarismo absoluto já gera impactos positivos importantes para o corpo e para a mente.
Ou seja: fazer pouco ainda é infinitamente melhor do que não fazer nada.
Não precisa ser tudo de uma vez
Outro ponto importante é que o exercício não precisa acontecer em um único bloco longo. Ele pode ser dividido ao longo do dia, em momentos curtos, como:
- Caminhadas rápidas de 10 minutos
- Subir escadas em vez de usar elevador
- Alongamentos e movimentos ativos entre tarefas
- Pequenos deslocamentos feitos a pé
Esses momentos, quando somados, ajudam a ativar o metabolismo, melhorar a circulação e reduzir os efeitos negativos de passar muito tempo sentado.
Até quem só se exercita no fim de semana se beneficia
Para quem não consegue manter uma rotina diária, há boas notícias: concentrar a atividade física em poucos dias da semana também pode trazer benefícios, desde que o corpo seja estimulado de forma adequada.
O mais importante não é a perfeição da rotina, mas a soma do movimento ao longo da semana.
Os benefícios vão além do físico
Mesmo com volumes menores de exercício, já é possível perceber ganhos como:
- Mais disposição no dia a dia
- Melhora do humor e redução do estresse
- Menor risco de doenças crônicas
- Melhora da qualidade do sono
- Sensação maior de bem-estar
O movimento ajuda o corpo a funcionar melhor como um todo e também impacta positivamente a saúde emocional, algo cada vez mais essencial na vida moderna.
Menos culpa, mais movimento
A ideia de que só vale a pena se exercitar se for “com força total” acaba afastando muitas pessoas. A nova abordagem é mais realista: o corpo responde ao que é possível hoje.
Caminhar um pouco mais, levantar da cadeira com frequência, se movimentar dentro de casa ou dançar ao som de uma música favorita já contam como cuidado com a saúde.