Planos de saúde passam a cobrir mamografia digital sem restrição de idade ou gênero
Nova regra da ANS permite a realização do exame conforme indicação médica, ampliando o acesso ao rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do câncer de mama
Desde 1º de outubro, os planos de saúde são obrigados a cobrir a mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que o exame tenha indicação médica. A mudança, aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), amplia o acesso ao procedimento, que antes tinha cobertura obrigatória limitada a mulheres entre 40 e 69 anos.
A medida já está em vigor e representa uma mudança importante para pessoas que precisam realizar o exame para investigar alterações nas mamas, rastrear o câncer de mama ou acompanhar o tratamento da doença. A nova regra também contempla homens, que, embora sejam menos frequentemente afetados, também podem desenvolver esse tipo de câncer.
O que muda com a nova regra?
A ampliação da cobertura ocorreu após a ANS retirar a diretriz de utilização que estabelecia limites de idade para a mamografia digital. Com isso, a necessidade clínica passa a orientar a realização do exame, conforme avaliação e prescrição do médico assistente.
Na prática, pessoas que não se enquadravam na faixa etária anteriormente prevista podem ter acesso à cobertura obrigatória quando houver indicação médica. A mudança vale para diferentes finalidades, incluindo rastreamento, investigação diagnóstica e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.
A decisão foi aprovada pela diretoria colegiada da ANS em setembro, e a Resolução Normativa nº 679, publicada naquele mês, estabeleceu a entrada em vigor da medida em 1º de outubro de 2026.
A ampliação não significa que todas as pessoas devem fazer o exame
Apesar da mudança, a ausência de limite de idade para a cobertura não significa que a mamografia deva ser realizada rotineiramente por todas as pessoas. A indicação depende da avaliação individual, considerando fatores como idade, histórico familiar, condições clínicas e presença de sintomas.
Pessoas que percebam nódulos, alterações na pele das mamas, retração do mamilo ou saída espontânea de secreção devem procurar avaliação profissional. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas precisam ser investigados.
O acompanhamento médico também é importante para definir a estratégia de rastreamento mais adequada para cada pessoa, sem antecipar ou dispensar exames por conta própria.
Diagnóstico precoce continua sendo fundamental
O câncer de mama é uma das principais preocupações de saúde pública entre as mulheres brasileiras. A identificação da doença em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e contribuir para melhores resultados.
A mamografia é um dos principais exames utilizados nesse processo, pois permite identificar alterações que nem sempre são perceptíveis ao toque. A ampliação da cobertura pelos planos de saúde busca facilitar o acesso à tecnologia quando houver necessidade clínica.
Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, a mudança reforça a importância da informação, do acompanhamento de saúde e da investigação adequada de sinais suspeitos.